Faltou consistência: técnico do Cuiabá explica queda de rendimento na reta final da Série B

Após a derrota por 1 a 0 para o Goiás, na noite desta sexta-feira (7), na Arena Pantanal, o técnico Eduardo Barros concedeu coletiva em tom de balanço da temporada. O treinador admitiu que a principal deficiência do Cuiabá em 2025 foi a falta de consistência, sobretudo defensiva, e afirmou ser o principal responsável pelos resultados abaixo das expectativas.

Imagem: AssCom Dourado

O revés diante do Goiás marcou a terceira derrota consecutiva do Cuiabá na Série B do Campeonato Brasileiro e praticamente sepultou as chances da equipe de retornar à elite nacional. Na entrevista pós-jogo, Eduardo Barros fez uma análise profunda do desempenho do time ao longo do ano e reconheceu que o Dourado não conseguiu sustentar bons momentos nas competições.

“Faltou consistência, especialmente defensiva, em todos os momentos capitais da temporada. A equipe foi acumulando eliminações e maus resultados desde o início do ano, foi assim na Copa do Brasil, no estadual e também no Brasileiro. Quando parecia que iríamos confirmar presença no G4, perdíamos força e resultados”, avaliou.

Barros lembrou que, sob seu comando, o Cuiabá chegou a registrar uma sequência de nove jogos de invencibilidade na Série B, mas não conseguiu transformar o bom desempenho em vitórias que consolidassem a equipe na parte de cima da tabela. “Tivemos uma das maiores invencibilidades da competição, mas faltou competência para sustentar os resultados quando saíamos na frente. Futebol não se faz do que deveria acontecer, e sim do que acontece na prática e na prática, nos faltou consistência”, resumiu.

O treinador também destacou o aspecto positivo da temporada, com a utilização de jovens formados nas categorias de base. Segundo ele, esse é um passo importante dentro do projeto de sustentabilidade do clube. “O Cuiabá é um case de sucesso. Um ano de mau resultado esportivo não apaga a trajetória do clube. Há um trabalho sólido sendo feito na base, com vários atletas ganhando espaço. Isso é o que fica de mais promissor para o futuro”, afirmou.

Pensando em 2026, Eduardo Barros indicou que, caso permaneça no cargo, mudanças estruturais e de perfil devem ocorrer no elenco e na forma de jogar. “Se eu permanecer, acontecerão mudanças drásticas em vários aspectos de perfil, forma de jogo e consistência. O torcedor pode ter certeza de que o Cuiabá voltará mais forte”, garantiu.

Questionado sobre sua permanência, o treinador afirmou não haver acordo firmado com a diretoria. “Sou funcionário do clube e estou treinador do Cuiabá. Já manifestei meu desejo de continuar, mas essa é uma decisão que cabe ao presidente”, concluiu.

Com duas rodadas restantes, o Cuiabá encerra a temporada sem alcançar o principal objetivo  o retorno à Série A, mas com o discurso de que as lições aprendidas servirão de base para a reconstrução em 2026.

 

Mateus

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