“Esse reinício tem um preço a ser pago”, diz Eduardo Barros após empate do Cuiabá

Na tarde deste domingo (18), Cuiabá e Mixto empataram em 0 a 0 no Estádio Presidente Dutra, pela 3ª rodada do Campeonato Mato-grossense de 2026. Em um clássico marcado pelo equilíbrio e por um lance polêmico nos minutos finais, o resultado manteve o debate sobre as condições do gramado, decisões de arbitragem e o momento de reconstrução vivido pelo Dourado. Após a partida, o técnico Eduardo Barros avaliou que o campo, com grama mais alta, pesada e irregular,  não interferiu na dinâmica do jogo ao reduzir a velocidade e dificultar a troca de passes. Ainda assim, ponderou que a condição afetou igualmente as duas equipes e exigiu capacidade de adaptação. Para o treinador, jogar na Arena Pantanal oferece melhores condições, mas a realidade do estadual impõe desafios semelhantes ao longo da competição.

Imagem: AssCom Dourado

Ao comentar as condições do campo, Barros foi direto ao apontar que o gramado interferiu na dinâmica do jogo, embora tenha evitado usar isso como justificativa para o resultado.

“É claro que é muito melhor jogar na Arena do que jogar num gramado que, intencionalmente, foi deixado mais alto, pesado e um pouco irregular. Isso tira a velocidade do jogo, influencia na troca de passes e nas movimentações”, afirmou.
Apesar disso, o treinador ponderou: “É uma condição que afeta as duas equipes. A gente tem que ter capacidade de adaptação, porque a maioria dos gramados vai ser assim”.

Na avaliação do treinador, o empate refletiu fielmente o que foi apresentado pelas equipes. “Foi um jogo equilibrado. Os números mostram isso. O Mixto finalizou dez vezes, a nossa equipe também finalizou dez vezes”, destacou.

Barros também alertou para interpretações superficiais sobre o desempenho no fim da partida. “A maneira como o jogo terminou pode dar uma conotação de que o Mixto foi superior, mas é só ter frieza e olhar o jogo todo que fica evidente que não foi isso que aconteceu”, disse.

Segundo ele, o melhor momento do Cuiabá ocorreu no início do segundo tempo. “A gente empurra o Mixto para trás, cria oportunidades dentro da área, tem presença ofensiva, chute de média distância”, analisou.

O técnico reconheceu que a equipe perdeu rendimento na reta final, especialmente após as trocas. “Nosso time cai de produção com as substituições. É uma consequência compreensível dentro de uma nova realidade”, explicou.

A partir dos 30 minutos do segundo tempo, Barros avaliou que houve uma leitura equivocada do momento da partida. “A gente entendeu mal o nosso momento. Tentamos forçar situações que precisam de muito mais treino com a equipe modificada”, afirmou.

Para ele, o time deveria ter adotado uma postura mais pragmática. “A gente teria que ter feito mais bolas longas, disputado primeira e segunda bola, tirado o time de trás. Mas tentamos sair jogando desestruturados e trouxemos o adversário para dentro do nosso campo”, completou.

O lance mais discutido da partida aconteceu nos minutos finais, quando houve reclamação de um possível gol. Barros foi firme ao pedir cautela e defender tanto seu goleiro quanto a arbitragem.

“Se alguém tiver uma imagem conclusiva de que foi gol, que mostre. Senão, ficam criando fatos mentirosos, como se a federação ou a arbitragem quisessem favorecer o Cuiabá”, declarou.

O treinador revelou ainda a versão do goleiro no lance. “O João, que estava na jogada, diz efetivamente que a bola não entrou. Daqui a pouco começam a inverter tudo”, criticou.

A polêmica reforçou, segundo Barros, a necessidade do uso do VAR no Campeonato Mato-grossense. “Era um lance para VAR. Mas um VAR bem posicionado, porque a gente sabe que até na Série B, com limitações de câmeras, às vezes não se consegue decidir lances decisivos”, avaliou.

Para ele, a tecnologia daria mais respaldo à arbitragem. “O VAR veio para ajudar. Ele resolve situações que potencialmente viram conflito. Essa talvez seja a temporada certa para isso”, afirmou.

Ao analisar o momento do Cuiabá, Eduardo Barros foi categórico ao afastar comparações com 2025. “A gente tem que entender que o cenário de 2025 acabou e começar a considerar a construção da equipe de 2026”, disse.

“O passado não é parâmetro. Hoje, daquele time base, nós temos apenas dois titulares”, reforçou, ao detalhar um elenco formado por jovens, retornos de empréstimo e estreias no futebol profissional.

Segundo o treinador, o processo tem custos. “É um reset no elenco. É um reinício. E esse reinício tem um preço a ser pago”, afirmou.

Apesar de elogiar o sistema defensivo, Barros admitiu preocupação com o ataque. “A equipe está defendendo bem, sofreu um gol, mas marcou só um. É pouco”, analisou.

Ele também contextualizou a queda de produção ofensiva. “Tiramos mais de 20 gols da equipe. Foram jogadores que não estão mais aqui. Alguém vai ter que assumir esse papel”, concluiu.

Após o empate no clássico, o Cuiabá volta suas atenções para a 4ª rodada do Campeonato Mato-grossense, quando enfrenta o Sport Sinop, na quarta-feira (21), às 20h30, na Arena Pantanal.

Mateus

Setorista

Um setorista esportivo cobre exclusivamente um time ou modalidade, trazendo informações em primeira mão, análises detalhadas e bastidores para manter os torcedores sempre bem informados.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mateus - Orgulho Dourado

Um setorista esportivo cobre exclusivamente um time ou modalidade, trazendo informações em primeira mão, análises detalhadas e bastidores para manter os torcedores sempre bem informados.

Siga no Instagram

Tudo que acontece

Acompanhe tudo nos Bastidores

Junte-se à nóis

Inscreva-se para receber Boletim informativo.

Você foi inscrito com sucesso! Ops! Algo deu errado, tente novamente.
Edit Template

Setorista Esportivo

Um setorista esportivo cobre exclusivamente um time ou modalidade, trazendo informações em primeira mão, análises detalhadas e bastidores para manter os torcedores sempre bem informados.

Todos os direitos reservados