Na tarde desta quinta-feira (09), no CT Manoel Dresch, o lateral-direito Marlon comentou o momento do Cuiabá no Campeonato Brasileiro Série B. Sem vencer e pressionado principalmente pelos resultados fora de casa, o time tenta transformar desempenho em pontos. Na coletiva, o jogador admitiu o incômodo com a fase, ressaltou a consistência da equipe em campo, pediu apoio da torcida e projetou uma reação nas próximas rodadas.
Imagem: AssCom Dourado
Durante a entrevista, o lateral comentou o peso da sequência negativa longe de casa, destacando a reformulação recente do elenco. Segundo ele, parte do grupo ainda tem poucos jogos pelo clube, o que, na visão do jogador, reduz a relação direta com o retrospecto acumulado.
“Essa equipe que está jogando agora não faz parte de todo esse período sem vencer fora. Muitos jogadores não têm nem quatro ou cinco jogos aqui. Claro que a responsabilidade é nossa hoje, mas é uma pressão muito mais externa. Internamente, a gente sabe o que precisa fazer”, afirmou.
Mesmo sem os resultados, Marlon defendeu o desempenho da equipe nas últimas rodadas e apontou a falta de eficiência como principal problema.
“A gente tem feito jogos consistentes. O futebol tem dessas coisas, a bola vem e não entra. A gente martela, cria, mas o resultado não aparece”, completou.
Próximo desafio fora de casa
O próximo compromisso do Cuiabá será diante do Operário-PR, fora de casa, cenário que tem sido um dos principais obstáculos da equipe na competição. Marlon não escondeu as dificuldades do confronto.
“Lá é sempre muito difícil. É um campo complicado, torcida pressiona bastante, é um time físico. Mas temos jogadores experientes, que já jogaram Série A e Série B, então sabemos o que fazer. Talvez o jogo peça para se defender mais e aproveitar as chances. Se tiver uma ou duas, a gente precisa matar.”
Versatilidade e adaptação
Desde que chegou ao clube, Marlon vem sendo utilizado em diferentes funções táticas pelo técnico Eduardo Barros. O jogador revelou que já atuou como ala, ponta, lateral tradicional e até como uma espécie de terceiro zagueiro.
“Essa função como saída de três era algo novo para mim, mas acredito que consegui me adaptar bem. Tivemos tempo de treino para ajustar posicionamento, e o time está muito consciente do que precisa fazer em campo.”
Semana cheia e ajuste de detalhes
Com a Série B como única competição no calendário, o Cuiabá tem tido semanas mais longas de preparação, algo valorizado pelo lateral.
“Isso facilita muito. Dá tempo de se conhecer melhor, ajustar detalhes, trabalhar mais as características de cada um. O time está bem consciente do que faz em campo.”
O peso do psicológico
Ao analisar a derrota recente para o Ceará, Marlon apontou um fator determinante: o abalo emocional após um pênalti desperdiçado.
“A gente vinha neutralizando o adversário. Eles não tinham finalizado praticamente. Mas a perda do pênalti trouxe uma insegurança, e pela falta de gols, o psicológico acaba sentindo. Sofremos um gol e depois desorganizou.”
Falta de gols e busca por soluções
Sem vencer e com dificuldades ofensivas, o elenco tem buscado alternativas nos treinamentos para mudar o cenário.
“Não tem receita no futebol, mas a gente precisa fazer algo diferente. Trabalhar mais finalização, cruzamento, buscar outras formas de chegar ao gol. Se continuar fazendo sempre a mesma coisa, o resultado tende a ser o mesmo.”
Recado à torcida
Por fim, o lateral fez questão de destacar a importância da torcida, mesmo em meio à fase delicada.
“O torcedor é fundamental. Eles fazem parte da história do clube. Dentro do jogo, podem ajudar muito. A gente está incomodado também, trabalhando bastante. Sabemos que é uma situação difícil, mas o campeonato é longo e vamos buscar esse acesso.”