Coincidência ou destino? Gol, camisa 14 e abril ligam Eric a Raniele no Cuiabá

 O lateral Eric Melo concedeu entrevista coletiva nesta quinta-feira (30), no CT Manoel Dresch, e abordou o momento vivido no Cuiabá após marcar seu primeiro gol pelo clube. O jogador destacou a evolução da equipe, comentou a situação na tabela e citou o vínculo familiar com o irmão Raniele, em um contexto que aproxima as trajetórias dos dois no Dourado.

Imagem: AssCom Dourado

O cenário recente ainda reforça o paralelo familiar: Raniele marcou pelo Corinthians na Copa Libertadores, diante do Independiente Santa Fe, e, uma semana depois, Eric balançou as redes pelo Cuiabá contra o Botafogo-SP, pela Série B.

“Fiquei muito feliz pelo meu gol. Pelo dele eu já tinha ficado também. Quando ele faz gol, já ganha o meu dia. Poder fazer um na semana seguinte foi muito gratificante. Minha família ficou muito feliz, minha mãe até chorou”, disse.

A coincidência, assim como com Raniele, se repete: o irmão também marcou seu primeiro gol com a camisa do Cuiabá no mês de abril. O primeiro gol de Raniele foi diante do Palmeiras, em 2023, na derrota por 2 a 1, pela Série A do Campeonato Brasileiro.

A ligação entre os dois também aparece nos números, ainda que em momentos diferentes de trajetória no clube. O lateral utiliza a camisa 14, a mesma que o irmão usou na passagem pelo time auriverde. Raniele teve três gols e uma assistência em 35 jogos. Eric já começou a escrever seus números, com um gol diante do Botafogo-SP, e vem de dois jogos como titular.

Além do vínculo familiar, Eric e Raniele também compartilham parte da formação no futebol. Ambos tiveram passagem pelo Jacuipense no início da carreira, além de também terem atuado pelo Ferroviário.

Durante a coletiva, Eric destacou a importância de estar preparado para diferentes funções dentro de campo.

“A gente não assina contrato para uma posição, mas para representar o clube. Se precisar jogar em qualquer função, vamos dar o nosso melhor. É melhor estar preparado e a oportunidade não vir do que vir e você não estar pronto”, afirmou.

O jogador vive fase de crescimento dentro da equipe e atribuiu a evolução ao desempenho coletivo.

“Eu achei que foi um bom jogo que nós fizemos. A equipe foi muito bem. Eu me encaixei porque o coletivo funcionou. Eu vinha trabalhando há bastante tempo para, quando a oportunidade chegasse, poder aproveitar”, completou.

O Cuiabá volta a campo neste sábado (02), diante do Criciúma, na Arena Pantanal.

Maria Eduarda Bonfim

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