O presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, fez duras críticas à arbitragem, às condições do gramado dos Aflitos e ao tratamento recebido pela diretoria auriverde após a derrota por 1 a 0 para o Náutico, na noite da última sexta-feira (22), pela 10ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.
Imagem: AssCom Dourado
Em entrevista após a partida, o dirigente classificou o pênalti marcado para o time pernambucano ainda no primeiro tempo como o “mais absurdo” que já viu no futebol. Apesar de a cobrança ter sido defendida pelo goleiro Marcelo Carné, Dresch afirmou que o lance abalou emocionalmente a equipe durante o confronto.
“Esse pênalti que foi marcado hoje contra o Cuiabá foi o pênalti mais absurdo que eu já vi na minha carreira no futebol. Estou no futebol desde 2003. Nunca vi um pênalti desse”, declarou.
O presidente também relembrou um lance recente envolvendo o Dourado na partida contra o Athletic, quando, segundo ele, um pênalti favorável ao clube mato-grossense não foi assinalado pela arbitragem.
Apesar das reclamações, Cristiano reconheceu que o Cuiabá teve atuação abaixo do esperado, especialmente na etapa inicial.
“Nós não fizemos um bom jogo, principalmente no primeiro tempo por falha nossa. O Náutico vive um momento de confiança e conseguiu controlar a partida”, avaliou.
Além da arbitragem, o dirigente criticou as condições do gramado do estádio dos Aflitos. Dresch comparou o campo à estrutura da Arena Pantanal e afirmou que há desigualdade estrutural entre os clubes que disputam a Série B.
“O gramado da Arena Pantanal é um tapete. Você vem jogar num campo desse aqui? A bola quica, o jogador não consegue dominar. Campo fofo, campo horrível”, reclamou.
O presidente ainda reforçou que a crítica não servia como justificativa para o resultado negativo.
“Não perdemos por causa do campo. Não sou chorão e não vim aqui dar desculpa”, disse.
Outro ponto abordado por Cristiano Dresch foi o tratamento recebido nos bastidores da partida. Segundo o dirigente, ele foi impedido de retornar à cabine onde acompanhava o jogo após o intervalo, sendo deslocado para outro setor do estádio. O mandatário afirmou nunca ter vivido situação semelhante em mais de duas décadas no futebol.
“Fui proibido de voltar para a cabine onde assistia ao jogo no meio do campo. Me fizeram assistir atrás do gol. Isso nunca aconteceu comigo”, afirmou.
Dresch também revelou insatisfação com a postura da diretoria do Náutico e disse que tentou contato com o presidente do clube pernambucano, sem sucesso.
“Liguei para o presidente do Náutico e nem coragem de atender teve. Lá em Cuiabá vai ser bem recebido. Eu estou em 2026, não em 1970”, disparou.
Mesmo com a sequência de cinco jogos sem vitória na Série B, o presidente descartou mudanças no comando técnico e classificou a derrota como algo “normal” dentro do equilíbrio da competição.
O Cuiabá volta a campo no próximo domingo (31), às 19h30, na Arena Pantanal, diante do CRB, pela sequência da Série B do Campeonato Brasileiro.