O Cuiabá está impedido de registrar novos jogadores após sofrer um transfer ban aplicado pela FIFA. A punição está relacionada a uma dívida de aproximadamente R$ 4 milhões com o técnico português Petit, que comandou o Dourado em 2024. Segundo o presidente do clube, Cristiano Dresch, a equipe tem 60 dias para quitar a pendência, e o bloqueio será retirado após a regularização da obrigação e a baixa da sanção pela entidade.
Imagem: AssCom Dourado
A punição restringe o planejamento do Cuiabá para a sequência da temporada, já que o clube fica impossibilitado de registrar novos atletas enquanto o transfer ban estiver ativo. O impedimento não significa que o Dourado esteja proibido de contratar jogadores, mas que eventuais reforços não poderão ser inscritos para atuar oficialmente até que a pendência seja regularizada e a sanção retirada.
O que é o transfer ban?
O transfer ban é uma sanção que impede um clube de registrar novos jogadores. A medida pode ser aplicada pela FIFA em casos de descumprimento de obrigações financeiras ou decisões de órgãos esportivos, como dívidas com atletas, treinadores ou outros clubes.
Na prática, enquanto a punição estiver vigente, o clube não consegue registrar novos atletas nas competições oficiais. A suspensão pode ser encerrada quando a obrigação que originou a punição é regularizada e a FIFA retira o bloqueio.
No caso do Cuiabá, a punição está relacionada à dívida com Petit.
Por que o Cuiabá foi punido?
Petit, nome pelo qual é conhecido o português Armando Gonçalves Teixeira, foi anunciado pelo Cuiabá em maio de 2024 e permaneceu no comando da equipe até agosto daquele ano.
O treinador deixou o clube após pedir demissão, alegando “motivos pessoais”. Na ocasião, o Cuiabá informou que Petit havia comunicado à diretoria que não tinha mais condições de dar continuidade ao trabalho.
A saída ocorreu três dias depois da derrota por 5 a 0 para o Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro. Ao todo, Petit comandou o Dourado em 25 partidas, com oito vitórias, oito empates e nove derrotas, aproveitamento de 42,6%.
Quando deixou o cargo, o Cuiabá ocupava a penúltima posição do Brasileirão e acumulava oito partidas consecutivas sem vencer.
Dívida chega a aproximadamente R$ 4 milhões
De acordo com o presidente Cristiano Dresch, a dívida que levou ao transfer ban é de aproximadamente R$ 4 milhões. O dirigente confirmou a punição e afirmou que o clube pretende solucionar a pendência dentro do prazo estabelecido.
Dresch também relacionou a dificuldade financeira enfrentada pelo Cuiabá a valores que o clube ainda espera receber de outras equipes brasileiras. Segundo o presidente, o Dourado tem cerca de R$ 42 milhões a receber de clubes como Corinthians, Santos, Grêmio e Atlético-MG.
“O Cuiabá não teria chegado a essa situação se não fosse os calotes que sofremos do Corinthians, do Santos, do Grêmio e do Atlético-MG. Como que um clube que tem R$ 42 milhões a receber passa por essa situação? Vou dar um jeito de pagar”, afirmou Dresch.
As declarações refletem a posição apresentada pela diretoria sobre o cenário financeiro do clube. A existência do transfer ban, por sua vez, está vinculada especificamente à pendência que originou a decisão da FIFA.
O que muda para o Cuiabá?
Com o bloqueio ativo, o Cuiabá não pode registrar novos reforços. Dessa forma, eventuais contratações realizadas durante o período de punição não poderão ser inscritas para disputar competições oficiais enquanto a sanção permanecer vigente.
O Cuiabá volta a campo no próximo sábado (29), quando enfrenta o Botafogo-SP, fora de casa, pela 25ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.