A cada rodada que passa, o Campeonato Brasileiro Sub-20 parece ficar mais distante do Cuiabá. Nesta quarta-feira (11), o Dourado empatou por 1 a 1 com o São Paulo, no Estádio José Liberatti, em Osasco, e chegou a seis jogos sem vitória na competição nacional. Com apenas 11 pontos em 13 rodadas, o time mato-grossense ocupa a 19ª colocação entre os 20 clubes participantes e, a seis rodadas do fim da primeira fase, vê a permanência na elite seriamente ameaçada.
Imagem: AssCom Dourado
O gol do Cuiabá foi marcado por Mansano, aos 36 minutos do segundo tempo, em cobrança de pênalti. Mas o empate, o terceiro sob o comando do técnico Ricardo Resende, que assumiu há quatro rodadas tem sabor amargo. A equipe ainda não venceu com o novo treinador, somando três empates e uma derrota, e o futebol apresentado segue sem empolgar.
Crise técnica e risco real de queda
Com a mudança no formato da competição e a implementação do rebaixamento para a recém-criada Série B Sub-20, o Cuiabá está em zona de risco real. O Dourado soma 11 pontos, enquanto o Juventude, oitavo colocado e último na zona de classificação ao mata-mata, já tem 20, uma distância de nove pontos. Faltando apenas seis jogos, a reação precisa ser imediata.
O problema não está apenas na tabela, mas no desempenho. Nos últimos quatro jogos, o Dourado empatou com Santos (2 a 2), América-MG (0 a 0), São Paulo (1 a 1) e perdeu para o Cruzeiro (0 a 2). Quatro partidas, apenas três gols marcados e uma vitória que segue sem aparecer.
Próximo desafio é decisivo
O cenário é delicado e pode piorar. O próximo compromisso do Cuiabá será em casa, no CT Manoel Dresch, contra o Botafogo, na próxima quarta-feira (19), às 15h (horário de Mato Grosso). O adversário é direto na briga contra o rebaixamento e a vitória é obrigatória para manter viva qualquer chance de permanência na elite.
A diretoria, que já trocou de treinador na tentativa de estancar a sangria, agora assiste a um time que empata muito, mas não vence, não encanta e não evolui. A cada rodada sem vitória, o Cuiabá se afasta da permanência e, pior, passa a correr o risco de ser rebaixado nas duas principais competições de base do país, já que o Sub-17 também amarga a lanterna no seu campeonato.
A crise na base é clara. E se não houver uma resposta urgente dentro de campo, o Dourado corre o sério risco de terminar 2025 fora da elite da base nacional.