O empate em 1 a 1 entre Cuiabá e Botafogo-SP, na Arena Pantanal, pela Série B, foi analisado pelo técnico Eduardo Barros como um jogo de “dois tempos distintos”, marcado pela superioridade auriverde na etapa inicial e por um segundo tempo afetado diretamente pelas condições climáticas e decisões interpretativas da arbitragem.
Imagem: AssCom Dourado
Segundo o treinador, o Dourado teve controle das ações no primeiro tempo, criando as melhores oportunidades, mas sem conseguir converter em gols. “Foi um primeiro tempo de superioridade da nossa equipe. Tivemos as melhores oportunidades e poderíamos ter saído vencendo, mas infelizmente não conseguimos transformar em gol”, avaliou.
A análise muda completamente quando o técnico aborda a etapa final. De acordo com Barros, a forte chuva que caiu no intervalo comprometeu a qualidade do jogo e alterou o comportamento das equipes em campo. “O dilúvio influenciou completamente a característica do segundo tempo. O espetáculo fica muito ruim, inviabiliza colocar a bola no chão”, afirmou, destacando que o gramado encharcado favoreceu um jogo mais físico e de bolas paradas.
O treinador também criticou a marcação do pênalti que resultou no gol de empate do adversário, classificando o lance como interpretativo e apontando influência do árbitro de vídeo. “O jogador estava em deslocamento natural. Não houve ampliação do espaço corporal. Foi uma interpretação que, na minha opinião, veio de uma má condução do VAR”, disse.
Mesmo com as adversidades, Barros reconheceu que o Cuiabá conseguiu abrir o placar em um cenário difícil, mas faltou maturidade para sustentar a vantagem. “Faltou casca. A gente não poderia ter feito tantas faltas próximas da área. Era um cenário que favorecia o adversário”, pontuou, lembrando que a equipe vinha se destacando defensivamente na competição.
O técnico ainda destacou que as substituições foram influenciadas tanto por planejamento quanto por circunstâncias da partida, citando as saídas de Vitor Mendes, por trauma, e Hernandes, por precaução muscular, além da entrada programada de Eliel no intervalo.
Para Barros, o empate reforça um padrão que a equipe precisa corrigir. “Produzimos o suficiente para ir para o intervalo ganhando. Precisamos transformar essa produtividade em gols. Isso já aconteceu em outros jogos e precisamos corrigir”, completou.
O Cuiabá volta a campo no próximo sábado (02), quando enfrenta o Criciúma, novamente na Arena Pantanal, pela sequência do Campeonato Brasileiro da Série B.